Um antigo conto

A Carine Bastos, ex-editora do site www.passofundo.com.br, a meu pedido, reencontrou um antigo conto de minha autoria, publicado em 2001. Não há qualquer técnica, na escrita, mas foi um dos contos que obtive maior retorno dos leitores. Ei-lo:

 Escrito por Doro às 10h31
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Geração Coca-cola

O aerotrem sobrevoa a praça central de Passo Fundo, com seu zuim!, quase inaudível. Acomodados nos bancos, idosos observam aquela novidade, lançada há poucos meses: o aerotrem continental montado sobre supercondutores antigravitacionais. Quem diria que um dia isso seria verdade?

- Tecnologia legal essa, né? – diz Ricardo, esticando o pescoço barbudo e enrugado para ver as centenas de metros daquela máquina passarem sobre sua cabeça, fazendo farfalhar as árvores centenárias.

- Tri! Quem diria que nós estaríamos vivos para ver isso – responde, meio entediado, Alberto, mexendo nos bolsos de suas velhas calças jeans, já fora de moda.

Ricardo e Alberto são amigos há anos. Nascidos nos anos 70 do século 20, viram a passagem do milênio e, por isso, concedem entrevistas sobre a virada de século. Estão aposentados. Ricardo era professor de Química e Alberto, jornalista. Nenhum aparentava estar próximo aos 80 anos.

Ricardo conserva, graças à tecnologia, cabelos castanhos e pele quase lisa. Tem rugas apenas no pescoço e, a barba branca, por moda. Usa roupas práticas e versáteis, em especial macacões e calçados de fibras térmicas, que mantêm a temperatura ideal do corpo, e mudam de cor conforme ordens do dono.

Alberto é mais saudosista. Adora suas velhas calças jeans, camisetas coloridas, tênis de borracha e piercings no nariz e sobrancelha. Tirou o que estava no umbigo quando começou a engordar. Poderia até mesmo ter eliminado esses quilos a mais em algumas semanas de academia, mas preferiu mantê-los.

Adaptaram-se facilmente às mudanças ocorridas em Passo Fundo e no mundo. Olham com naturalidade de um cientista perplexo os edifícios envidraçados de 60 andares, os primeiros automóveis aéreos, as lojas com seção virtual e presencial, as ruas capeadas com cerâmica verde-brilhante, as tiras chamadas roupas térmicas em torno do corpo dos jovens, os elevadores flutuantes e os, agora, mais de 800 mil habitantes, que vivem em torno da universidade estadual virtual e presencial e do centro médico.

Quando sentem algum saudosismo, olham para a Catedral, em frente a praça central, que possui o mesmo estilo de quando foi inaugurada: pedras marrons, imagens de quatro apóstolos, duas torres com sinos e um relógio que, em plenos anos 2050, continuava atrasando. A única diferença era que a antes imponente catedral tornou-se pequena, comparada aos demais prédios da cidade.

O que a dupla de amigos mais estranha é a campânula que, periodicamente, envolve a cidade. Disseram, nos noticiários vistos em óculos multimídia, que se trata de um campo magnético de ozônio. Serve para barrar as radiações emitidas pelo sol e reestruturar a camada de ar da cidade.

Os dois velhos acompanharam toda trajetória que resultou nessa tecnologia. Porém as vezes parecia ser irreal. Principalmente quando sonhavam com as primeiras décadas de suas vidas e recordavam-se daquela cidade tão singela, de 160 mil habitantes, visitada pelas pessoas de todos os municípios da região.

Mas naqueles anos 2050 as cidades mais próximas, como Vila Maria e Ernestina, eram bairros de Passo Fundo, acessados via metrô. Os ônibus? Esses foram extintos após a crise do petróleo e substituídos pelos aerobus de hidrogênio – mesmo combustível que movia os automóveis aéreos.

O mundo também está mudado. Anuncia-se a construção das primeiras colônias na lua. Criou-se a primeira cidade submarina, onde um dia existiu a Suíça – submersa desde 2030. Ônibus espaciais fazem cruzeiros turísticos a estações orbitais. E mais de 10 bilhões de pessoas vivem na pobreza, enquanto outros quatro bilhões estão entre a classe média e a riqueza absoluta. Isso se reflete em Passo Fundo, que passou a ter bairros pobres ao lado de bairros classe média. E um presidio para 10 mil pessoas.



 Escrito por Doro às 10h29
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Geração Coca-cola - Parte 2

Tudo isso gera saudosismo em Alberto e Ricardo. Interessa-lhes recordar os amigos falecidos e os anos de juventude. Fazem isso quando não se ocupam com caminhadas, visitas a médicos e a reduzir a descalsificação nos ossos, provocada pelo consumo de refrigerantes.

Quase todos de sua geração – ainda vivos – sofrem dessa doença, fruto de décadas de consumo dessa bebida que, desde 2040, é considerada oficialmente prejudicial à saúde. Puxa, refrigerante tóxico? Sim, refrigerante tóxico que, segundo o Ministério da Saúde, debilita fígado, pâncreas, pele e ossos. Triste.

Por sorte, Alberto e Ricardo têm médicos, que consultam via Internet ou presencialmente. Consumem medicamentos recomendados e, eventualmente, praticam exercícios físicos. Aos 80, estão muito mais conservados que seus pais e avós nessa idade e estariam melhores se não fosse a descalcificação.

- Quem diria, meu velho?! Escapamos da cirrose e caímos na osteosporose – brinca Ricardo, que mantém o mesmo humor – agora fora de moda – dos anos em que foi professor. Mostra, com orgulho, sua dentadura, implantada há cerca de 20 anos, perfeita e autolimpante.

- Verdade – responde, desanimado, Alberto, que, desde sua aposentadoria, vive uma confusão: sente saudades do jornalismo, mas ao mesmo tempo quer descansar do excesso de informação que colheu nas décadas de trabalho quase ininterrupto em sites jornalísticos.

Graças a tratamentos, ambos desintoxicaram-se da cafeína dos refrigerantes. Mesmo assim, sentem dependência psicológica, que eliminam com sucos à base de cenoura e laranja, que imitam refrigerantes. Mesmo assim, vez por outra, arriscam-se em entrar em algum bar para bebericar um refrigerante.

Antes de fazer isso, emitem códigos. Alberto remexe no piercing do nariz. E Ricardo cavouca a orelha freneticamente. É só fazer isso que algum dos dois diz:

- Vamos até o bar do Pacheco?

- Vamos.

E lá se vão os dois, vivendo naqueles anos 2050. Aguardando ver os anos 2080.

Em uma manhã ensolarada de outono, Ricardo caminha até a praça central, quando sente um estralo nos joelhos. Desaba sobre a calçada. Suas costelas partem, danificando seus órgãos vitais. Levado ao Hospital São Vicente de Paulo, é submetido a um transplante de órgãos, mas não resiste. Morreu em 19 de abril de 2059, enquanto sonha com Legião Urbana cantando Geração Coca-cola: “Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos USA das 9 às 6...”.

Alberto recupera-se do choque. Afinal, não é seu primeiro amigo que morre. Muitas outras dezenas já tinham partido. Passou a virada de 2060 para 2061 sozinho, mas agradecendo estar vivo. Ouvia Barão Vermelho: “Estou perdido, sem pai nem mãe, bem na porta da tua casa, estou pedindo a tua mão...”.

Decide sair pelos túneis subterrâneos da cidade, para ver a movimentação nos clubes. Caminha, ao lado de outras centenas de pedestres, vendo, através de um vidro, o metrô no andar inferior. Chega em frente ao Clube Comercial, onde milhares de pessoas empurram-se para entrar. Ele também é empurrado. Desaba no chão, batendo o crânio. Sonha estar em um bar com amigos. As luzes se apagam.




 Escrito por Doro às 10h29
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Uma aula do mestre

Na lista de discussão da Grafistas Associados do Rio Grande do Sul, o mestre Edgar Vasques explicou como executa a arte da aquarela. Ei-la. Antes, um exemplo de aquarela vasqueana:

Sobre aquarela, tem algumas coisas q eu fui aprendendo na marra ao longo do tempo.
Por exemplo:
a respeito do papel, a escolha depende muito da técnica do artista e do resultado que se quer. Existe o desenho ( que privilegia a linha, o traço, o contorno dos objetos representados) e existe a pintura (que usa a mancha, a cor livre, e limita os objetos não pela linha de contôrno, mas pelo encontro das manchas ou cores). 
 
-  Quem usa a aquarela no desenho, ou seja, para colorir figuras definidas por linhas mais ou menos fechadas, normalmente quer que as cores obedeçam com fidelidade o desenho. Prá isso, o melhor é um papel de grão fino ( sem trocadalho), onde se pode trabalhar com mais precisão as gradações de cor. O melhor desse tipo é, como disse o Santiago, o Fabriano ( italiano, 50 % algodão, fabricado na cidade do mesmo nome há cerca de 500 anos). Por ser metade pano (algodão), ele "segura" por alguns segundos a gota de tinta antes de absorvê-la, e te dá tempo de espalhar a dita cuja, o q é fundamental nesse tipo de aquarela. Recomendo o de 30 gramas, que aguenta várias "águas" sem "trabalhar" (enrugar). Além disso, por aguentar várias passadas de tinta ( ou água) permite "lavar", com pincel e água limpa, eventuais manchas indesejáveis ou erros do artista. É caro ( uma folha de 90x66cm, custa uns quinze reais), mas vale a pena ( eu, por exemplo, raramente faço uma aquarela maior que A4, então rende).
 
- Já quem quer pintar com aquarela, usando manchas mais livres, menos precisas, pode usar na boa um papel de grão grosso ( a diferença é evidente, à vista e ao tato). Aí é mais barato, e existe até mais variedade: tem bons papéis francêses como o citado Canson, e o Moulin D`Arches, que aguentam ( e valorizam) pinceladas largas e manchadas. São bons tb pra usar a técnica do papel úmido (qdo se umedece o papel antes de aplicar a cor, para ter um efeito capilar na borda da mancha). Os papéis finos normalmente são brancos, e os grossos mais amarelados. O negócio é experimentar com ambos, e , em cada caso, escolher o papel visando o resultado.
 
- Quanto às tintas, as profissionais normalmente vêm em tubos, concentradas e protegidas de ressecamento e exposição à luz, embora algumas vendidas em cubos possam ser boas. As melhore marcas são inglêsas ( Winsor& Newton), holandesas (Rembrandt), alemãs e italianas ( Venezia). Cada tubo, dependendo da cor, custa 8,10,12 reais ou mais. Mas com 4 ou 5 cores já dá pra ir à luta ( é + ou - o nº de cores q uso num tabalho).
 
- O  mais prático é investir numa latinha de aquarela ( aí tem até umas japonesas escolares, marca Sakura, por exemplo, que não são caras) q caiba no bolso: dá pra levar pra qq lugar, e serve de "godet",  para espalhar e misturar as cores
 
- Bronca maior são os pincéis: um pincel bom mesmo ( holandês ou italiano, p/exemplo) pode custar de 60 reais até cento e tantos, e tem até brasileiro bom desse mesmo preço. O problema é que o grande pincel é feito dos pelos dum bicho chamado Marta ( uma espécie de doninha) do tipo Kolinsky, q só existe na Rússia, e é comercializado a peso de ouro. O negócio é se virar com os Tigres daqui... Qto ao tipo de pincel, o negócio é ter vários redondos ( os normais), com uns três tamanhos, e pelo menos 2 pincéis chatos ( no bom sentido), de tamanhos diferentes, pra fazer a técnica do pincel seco, q gera belos resultados.
 
- No mais, é um pano ( pano de fralda de bebê é legal), cotonete, papel higiênico ( secar a tinta na hora certa é quase tão importante qto aplicá-la) e uns dois vidros grandes com água limpa.
 
Com isso, já se pode brincar de aquarela numa boa.

 



 Escrito por Doro às 12h47
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Duas maravilhas

Contatei duas pessoas maravilhosas, via internet, essa semana: o jornalista Marco Weissheimer, que os passo-fundenses conhecem como sendo irmão da Angélica, mas o resto do Brasil como jornalista da Agência Carta Maior. Tornei-me leitor de seu blog o http://rsurgente.zip.net/

Também conheci  Regina Ramão, de São Leopoldo, que mantém o blog http://dandopitaco.blogspot.com/ . Muito bem estruturada, essa moçoila, que faz pertinentes comentários políticos. Porém seduziu-me com o singelo post "Sol, bergamota, música e recordações...", onde afirma: "Vou para o sol, respirar profundamente a brisa, lembrar as coisas boas do passado, e sorver o suco de uma bergamota madura." Ótima sugestão para uma tarde de sol invernal.  



 Escrito por Doro às 19h34
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 Escrito por Doro às 17h09
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Depois da Bolívia: Brasil imperialista



 Escrito por Doro às 14h00
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