Saiba porque e divulgue essa idéia.
Por Leandro Malósi Dóro e Faoza Monteiro
O curso de Comunicação Social e os demais que envolvam arte gráfica para comunicação deveriam agregar ao seu currículo uma disciplina que abarque os princípios teóricos e as formas de aplicação e execução de ilustrações, charges, tiras, histórias em quadrinhos e cartuns, compondo a disciplina de Artes Gráficas Aplicadas ou, simplesmente, Ilustração.
O objetivo é ensinar ao acadêmico como utilizar, em sua vida profissional, esses recursos gráficos executados por uma gama de profissionais com as mais diversas formações (arquitetos, artistas plásticos, autodidatas, filósofos, historiadores e inclusive jornalistas e publicitários).
O uso da ilustração se desenvolveu com a imprensa escrita, mudaram as técnicas: litogravura, xilogravura, água forte, bico de pena e computação entre outros. Tal evolução e uso diversificado da ilustração, charge, tira, cartum e história em quadrinhos evoluíram e se consolidaram, migrando inclusive para a internet e telejornais.
A fotografia reduziu o uso da ilustração, mas não substitui as demais formas de comunicação concernentes às artes gráficas aplicadas. Pelo contrário, a própria ilustração tornou-se ainda mais livre e artística graças a eventuais parcerias com a fotografia. Mas, por um contra-senso, a fotografia ganhou cerca de dois semestres, em média, nos cursos de Comunicação Social, enquanto as artes gráficas aplicadas foram simplesmente ignoradas, embora a carreira de ilustrador esteja prevista e registrada junto aos sindicatos de jornalismo do país e é essencial em agências de publicidade, escritórios de design e editoras.
Todos os que atuam como ilustrador por, no mínimo, dois anos podem obter registro profissional, na área de jornalismo – independente da formação de origem -, mas também se faz necessário qualificar quem usa a ilustração em alguma forma de comunicação.
A importância da existência da cadeira de Artes Gráficas Aplicadas, ou simplesmente Ilustração, é de extrema importância para a valorização e desenvolvimento do uso desse elemento artístico tão essencial para a compreensão e divulgação de idéias.
Do contrário, muitos dos jornalistas e comunicadores sociais que sairão da academia, agora e no futuro, continuarão a não compreender seu uso e sua importância no produto comunicativo que executam, seja jornal, revista, página eletrônica, informativo, telejornal ou qualquer peça de teor comunicativo.
A exigência dessa disciplina deve ser feita por todos os ilustradores do país em todas as oportunidades que tiverem, seja em aberturas de salões, entrevistas, sites, blogs e livros.