Na Aurora do dia,
Bento come o Miolo do pão
Sinal da cruz para São Valentin
Lembra de ontem da Casa da Serra
onde, na Reserva da Cantina,
confraternizou com amigos.
E a cada taça, uma história
e um nome eram recordados
entre varietais de uvas tão diversas
e vinhos tão raros.
Como vai Dom Elizário?
E o Battistello?
E depois, a caminhada noturna até
a Casa do Pertille,
a Casa do Valduga
e a Casa da Serra,
passando pela Cave da Pedra.
e a cada esquina, encontrou
mais amigos:
Milanni, Dal Pizzol, Marco Luigui
E as belas moças, com seus sorrisos.
Tez firme e fresca da juventude.
Perfilaram a sua frente
Graciema e Lovara,
cochichando segredos.
Salton e Pizatto as amam.
Turri e Lídio Carraro as admiram.
E o padre da paróquia observa, no banco da praça.
O amor, um dia, redundará em casamento.
Titton e Torcello
encontraram suas companheiras.
Barcarola, e tu, quando vais te casar?
E a noite teve seu fim.
E veio um novo dia.
Bento bebericou sua taça de vinho
à janela de casa.
E, feliz, viu amigos desejarem-lhe
um bom dia. Era eles:
Angheben, Larentis e Di Giacomello.
No último gole
Vallontano passou por ali.
E servindo-se uma última vez, brindou:
Viva a Serra.
Viva os parrerais
Viva a amizade
Viva ao imigrante
Viva Bento Gonçalves.