São mortos de guerra os brasileiros que assumem cultura estrangeira como sendo superior a produzida no Brasil ou renegam ritmos, culinária, literatura, poesia ou qualquer forma de arte de origem não-norte-americana ou dos demais países dominantes no mundo (Japão, Itália, Alemanha, França e Inglaterra, em especial).
Não se apercebem que ao negar a pesquisa da cultura local e seu aperfeiçoamento, entregam-se a um império cultural de âmbito global. São metralhados por música, culinária, cinema e literatura cujo estilo e mensagem é convenientemente bipolar: ora republicana, ora democrata, dando a parecer que há opções democráticas em terra estrangeira.
Entregar sua vida ao culto exclusivo de estrangeirismos, crendo que somente fora do país há produtos válidos, é relegar-se ao papel de fuzilado.
Os que assumem pesquisa sobre a cultura brasileira e a aperfeiçoam, são os que ainda lutam e são alvo de ataques constantes dos que defendem o cabresto do império. Idolatrar hambúrguer e batatas fritas, ouvir somente rock, jazz, country, rap ou filmes dos dominantes crendo que é somente o que vale a pena, significa que nunca terá capacidade de reagir localmente e contribuir para o desenvolvimento dos elementos locais que auxiliam na composição de uma nação que deve cultivar sua cultura para adquirir respeito.
Os pernanbucanos nos ensinaram, através do culto e da releitura do maracatu e da literatura de Ariano Suassuna, como se deve reorganizar a influência estrangeira, acrescendo-a ao imaginário local e não a substituindo pelo total estrangeirismo.
Vivemos uma terceira guerra mundial, de âmbito cultural.
Os dominados culturais são os mortos de guerra.