Conheci o pequeno índio Curumim próximo a Parentins. Encilhou um Mboitatá e troteou em busca da graúna. Encontrou-a pousada sobre um Chorão. Com uma funda, atirou araças na ave, que voou pelo azul-lilás. Curumim riu, maldoso, e, nu, jogou-se n´água. Nadou pelo rio Amazonas. Passou pela pororóca, sentindo os peixes subir a corredeira, roçando pelo seu corpo. Vários bateram de encontro ao seu rosto, causando-lhe dores. Mas a deusa d´água lhe protegeu. E aportou no litoral da ilha de Marajó, onde, de barriga para cima, sentiu o sol secar seu corpo até que a noite estrelou o céu e Curumim dormiu. No outro dia, iria para o Pará, comer castanha no pé e procurar um boi barroso.