A esquerda é um bolo de aniversário: nasce unida, mas depois do parabéns fica dividida.
Escrito por Doro às 14h08
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Desenho ou charge, tanto faz. O resgate do avião da Air France parece uma partida de futebol. Macabro.

Escrito por Doro às 10h59
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HQ: Histórias em quadrinhos infantis. Meiguinha e Polentinha, por Dóro


Escrito por Doro às 10h46
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Sebo
O sebo Estante Virtual há todas as maravilhas produzidas e lidas em papel no país na história, mas o que falta para consumir mais literatura? Conhecer mais livros para ler.
Escrito por Doro às 23h38
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Sites infantis
Os sites infantis foram a grande surpresa dos primórdios da web no país. Páginas como Escaleno, Vaca Amarela, entre outros, marcaram a virada do século no país. Agora, quase no final da década, as crianças parecem já ter sido colonizadas por sites infantis norte-americanos ou de fliperama. É momento dos sites infantis brasileiros se reerguerem. A internet brasileira precisa investir na infância e na construção da identidade nacional.
Escrito por Doro às 23h35
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Livros infantis, nosso petróleo em forma de letras
Os livros infantis e infanto-juvenis são o petróleo da literatura brasileira. Desprezados pela crítica, são os mais vendidos, graças as aquisições do Governo Federal e exigência de leitura das escolas. Mas os adultos brasileiros pouco lêem livros e nem mesmo histórias em quadrinhos. Preferem chafurdar apenas no universo audiovisual. Esquecem-se do poder da literatura. É momento de descobrir como tornar o adulto um leitor.
Escrito por Doro às 23h32
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Colorir à mão
Visitei em abril o Estúdio Maurício de Sousa, em São Paulo. Conheci nde são produzidas as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, design das embalagens que levam a marca da Mônica e onde são feitos os desenhos animados infantis. Todavia o que mais me impressionou é o fato dos quadrinhos da Turma da Mônica ser colorido primeiro à mão. Duas coloristas passam lápis de cor sobre cópias dos originas da revista assinalando quais são as cores que irão em cada detalhe da página. Depois os originais são enviados via malote para a editora Panini, onde é colocada a cor definitiva via programa gráfico. Fiquei pensando por qual motivo Maurício de Sousa ainda preservou esse detalhe antigo no método de produção de quadrinhos. Nem ao menos me refiro ao fato dos textos serem escritos a mão, ao invés de utilizar uma tipografia executada por algum programa gráfico. Os textos escritos à mão preservam um charme e vivacidade que os programas gráficos não conseguem imitar. Todavia o desenho à mão nem ao menos chega aos olhos do leitor dos quadrinhos. É eliminado no momento em que as páginas são escaneadas. Ao ver isso senti a mesma emoção que um médico tem ao olhar o apêndice do intestino, cuja função é quase nula, e compreender que ele é um resquício do intestino pré-histórico que processava quase exclusivamente fibras.
Escrito por Doro às 22h39
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Desenho, e daí?
A arte de desenhar nasce com o ser humano. Na infância, de dois a sete anos, serve inicialmente para desenvolver as habilidades motoras e noções espaciais. Também para que a criança crie suas primeiras narrativas e via estrutura pictórica, permitir a psicólogos ler as noções afetivas do autor das imagens - por exemplo, a posição e formato das nuvens e do sol feitos com giz de cera podem significar a maneira como a criança compreende seus familiares. A disciplina de artes em muitas escolas serve ainda para a criança aprender a construir os pratos de suas refeições com muito mais cores e formas – leias-se, frutas, verduras e legumes. Muitos escritores crescem e continuam a desenhar. Érico Veríssimo e Josué Guimarães rabiscavam mapas dos locais onde aconteciam suas tramas e desenhavam os personagens em cantos de folhas datilografadas. Assim, compreendiam melhor o que narravam pela palavra. Outros, como os desenhistas e autores de histórias em quadrinhos preferem criar narrativas as desenhando e o estilo de traço serve para mostrar ao leitor qual é o clima e perspectiva da história, semelhante ao cinema, em enquadramento e velocidade da narrativa. Muitos dos autores e desenhistas de quadrinhos migram para literatura e obtêm mais sucesso nesse intento, pois os quadrinhos ainda são desvalorizados, como expressão artística para adultos. Muitos letrados adultos nem ao menos conhecem os quadrinhos de Will Eisner, cuja obra influenciou George Orwell a criar a atmosfera do melhor filme de todos os templos: Cidadão Kane. Lourenço Mutarelli é o desenhista e autor de quadrinhos brasileiro que melhor migrou para a literatura. Após mais de vinte anos dedicados aos quadrinhos, nunca foi reconhecido pelo meio artístico e literário. Porém ao começar a escrever e migrar seu universo para a literatura se tornou rapidamente um autor altamente adaptável para o cinema. Um exemplo crasso é O Cheiro do Ralo, descoberto para o cinema pelo roteirista Marça Aquino. Eu, como desenhista e contista, imagino minhas próprias narrativas as vezes como quadrinhos e outras como contos. Confesso, os quadrinhos são muito mais difíceis de ser executados que a literatura. Se faço um conto situado, por exemplo, em 1853, posso me exibir de descrever muitos detalhes do cenário. Entretanto com os quadrinhos preciso pesquisar e ilustrar esses objetos. E isso muitas vezes demanda trabalho de semanas ou meses. Um desenhista e argumentista de quadrinhos que desponta com uma obra maiúscula é Marcelo Quintanilha, que aos 32 anos tem como principal referência a literatura realista brasileira do século XIX e consegue transpor o universo de Niterói – seu município natal – para as histórias em quadrinhos. Todavia cada trabalho de Quintanilha, também conhecido como Gaú, demora as vezes anos para ser concluído. Portanto, a dedicação ao trabalho é igual ou superior a muitas das obras literárias consideradas cultas.
Escrito por Doro às 22h21
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HQ (para que servem as histórias em quadrinhos infantis?)
As histórias em quadrinhos infantis são a porta de entrada da leitura para muitas crianças. É aquele momento em que não é a responsabilidade escolar que as faz devorar narrativas cuja quantidade de texto muitas vezes é superior a imagem, se comparado a maioria dos filmes legendados. Permite que a criança fique no seu quarto, solitária, na companhia de desenhos e letras. Estimular a leitura de histórias em quadrinhos é essencial para desenvolver uma criança leitora. Porém é preciso o adulto estar atento. Histórias em quadrinhos não são apenas para crianças. Há muitas escritas para adultos e tratam de temas complexos, como crenças religiosas, sistemas políticos, trechos da história da humanidade, posturas filosóficas, frustrações, sexo, entre outros. É necessário saber a diferença entre quais HQs são recomendáveis ou não para cada faixa etária. No Brasil, as crianças normalmente são apresentadas para as Hqs de Maurício de Sousa, na infância, e, mais recentemente, na adolescência, devido ao Turma da Mônica Jovem. Todavia há diversas outras possibilidades de leitura. Eu mesmo desenvolvo os personagens infantis Meiguinha e Polentinha (http://meiguinhaepolentinha.blogspot.com). E também tenho quadrinhos adultos em http://contosemquadrinhos.blogspot.com. Há muito mais autores produzindo conteúdo. Basta se dispor a conversas e pesquisar sobre o assunto. 
Escrito por Doro às 20h50
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