Juridiquês de porta de cadeia:

Advogado para o cliente:

- É isso aé, mermão. O hôme de preto vai deferir sua soltura. Vamos dar laxante pros meganha pra eles te soltarem se cagando de medo.

Cliente:

- Podicrê, mas qualé o do deferir?



 Escrito por Doro às 14h01
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Michael Jackson não morreu


Michael Jackson não morreu



 Escrito por Doro às 17h46
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Mistério na casa dos Jackson

Meu nome é Paulo Kfoury.
Trabalho como jornalista desde 1977. Fui arrebatado pelos Jackson Five e pelo Michael Jackson que conseguiu tornar-se o primeiro negro a ter um estilo sonoro que se tornou unânime para todas as raças. Entrevistei-o inúmeras vezes. Um mês antes de sua morte eu consegui uma última entrevista. Pediu-me para publicá-la apenas no lançamento de sua nova turnê, comemorativa aos 50 anos de carreira. Aceitei. Fui a sua mansão em Los Angeles. Alugada, mas imponente. Porém inferior a Neverland que foi o grande sonho de sua vida. E sua grande dor tê-la perdido.
Michael abriu pessoalmente a porta de casa, em um gesto de humildade que nunca vi. Sorria e fazia piadas. Vestia um paletó branco, igual ao da capa do disco Thriller. Os móveis misturavam estilos europeus dos séculos XVI a XIX - igual a maioria das casas ricas dos EUA. Parecíamos estar a sós. Seus filhos e empregados não estavam. Vi apenas um único vulto. Era de um dos médicos do cantor. Conhecia-o desde os anos 90.
Conversamos, eu e  Michael, por cerca de uma hora. Em particular, reclamou de dores nas pernas. Há anos ele anunciou sofrer de problemas ósseos, resultantes dos anos de dança, má-alimentação e cirurgias que o debilitaram fisicamente.
Ao final da conversa, o médico apareceu na sala. Michael remangou o paletó. Pediu para eu me afastar. Havia em seu braço direito uma espera para seringa. O médico injetou uma substância que, creio, seja Demerol, uma espécie de morfina.
Foi a primeira vez que aceitou que eu visse esse ritual. Pediu para eu falar nada. Claro nos conhecemos há tanto tempo. Não o trairia. Michael pediu para o médico me acompanhar até a porta de casa. Jackson sentia-se cansado. Afundou-se na poltrona.
Notei, na manga do jaleco do médico, um rastro de sangue seco. Despedi-me a porta da mansão. Pedi ao médico para, antes de sair, caminhar pelo pátio da mansão naquele final de tarde morno de abril. Ele consentiu e passeei por aqueles jardins. Observei a casa que provavelmente tenha estilo neoclássico ou possa ser classificada apenas como mansão de cinema, como se diz popularmente.
As janelas tinham gelosias douradas.
Notei barulho de motor de serra, ao fundo da casa. Provinha de uma janela do porão. Ali encontrei o médico de Michael e mais dois vultos também vestindo jaleco branco. Pareciam estar em uma espécie de sala de cirurgias. Um corpo jazia sobre a mesa. Seu rosto estava desfigurado.
Ouvi latidos. E, como que saindo de um transe, corri para o portão da mansão.
Cheguei esbaforido.
Era final da tarde. O sol se punha e me sentia tonto. Era pelo exercício físico ou pelo odor que exalava daquele porão? Será que existia o porão? Decidi não pensar mais sobre o assunto.
Agora, com Michael morto, relembro e busco como encaixar essa visão que tive com o falecimento do cantor.
Chego em casa e leio as notícias e comentários na internet. Entre as piadas de fãs e detratores leio essa:
Michael Jackson conseguiu o corpo de um sósia. O médico particular realizou a cirurgia para alterar as feições do cadáver. Michael pegou o dinheiro das apresentações em Londres. Livrou-se das dívidas com a Sony. Comprou uma ilha nas Bahamas e foi morar com seu ex-sogro, o Elvis.
Parece uma boa piada. Porém e se ela tiver alguma verdade?



 Escrito por Doro às 15h52
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 Escrito por Doro às 12h03
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Voltem, rábulas.

O Superior Tribunal Federal (STF) decidiu por oito votos a um a não mais exigir diploma para exercer a profissão de jornalismo. Por isso, defendo que, assim como era no século XIX e meados do XX, não se solicite diploma para ser advogado ou profissão que se tenha o direito como premissa. Se a pessoa passar na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pode ser intitulado rábula e atuar sem qualquer prejuízo. Afinal, o direito é uma ciência jurídica, ou seja, humana. Está presente desde os primórdios da humanidade e suas noções básicas são de domínio público. Portanto, quem conhecer a estrutura dos tribunais e de legislação pode atuar como advogado sem prejuízo. Um cozinheiro, para exercer sua profissão, não precisa ter diploma. Mas se o tiver, melhor. Um advogado ou juiz, também não.
Para ponderar sobre o assunto emito o discurso do principal advogado criminalista do país, que atuou como rábula até os 45 anos:

A Formatura do Rábula
Fonte: Grandes Advogados, Grandes Julgamentos - Pedro Paulo Filho - Depto. Editorial OAB-SP

Evaristo de Moraes

Consagrado como o maior advogado criminal do Brasil de seu tempo, Evaristo de Moraes somente veio a bacharelar-se aos 45 anos, em 1916, pela antiga Faculdade Teixeira de Freitas. Até então era um rábula. Discursando por ocasião de sua formatura, disse:
"Eis-nos, enfim, bacharéis - como toda gente, dirão com sediça ironia, os impertinentes chasqueadores do bacharelismo... Todos recordamos o que disse, com experiência própria, o grande Cícero: a advocacia foi em Roma o viveiro das honras - "est corpus advocatorum seminarium dignitatum".
Através dos séculos, vemos a advocacia enaltecida e glorificada pelo bens que promove, pelos males que evita: auxiliar da justiça, amiga natural da liberdade, inimiga capital da tirania, insuflando aos perseguidos coragem para afrontar os poderosos, a estes se impondo por sua sobranceira independência... seja permitindo ao recém-togado lembrar que, entre os muitos elogios prodigalizados à profissão da advocacia, é dos mais repetidos o do Imperador Leão, no escrito em que ele pondera que os advogados não são menos úteis à humanidade do que os que dão o seu sangue à pátria:
"A nossos olhos, os defensores do nosso Império não são somente os que combatem armados do gládio, do escudo e da couraça; também o servem os advogados, estes que, com a modéstia convinhável à verdadeira eloquência, dão esperança ao desgraçado que sofre, protegem-lhe a vida e os filhos."

 



 Escrito por Doro às 16h03
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 Escrito por Doro às 15h38
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 Escrito por Doro às 22h01
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Insônia da palavra - por Leandro Malósi Dóro

A maioria dos cerca de 80 mil jornalistas graduados deve estar insone nessa madrugada de 18 de julho de 2009. Na véspera o Supremo Tribunal Federal aprovou por oito votos a um o fim da exigência do diploma de jornalista para exercer essa profissão. É o fim de cerca de 40 anos de exigência do diploma para atuar nas empresas de comunicação.

A classe patronal comemora. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) poderá reduzir os pisos salariais e escolher quem lhe aprouver para atuar na profissão. Provavelmente existirá crise em algumas assessorias de imprensa. Cursos de jornalismo serão fechados por falta de alunos. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) desde 1918 solicitava a existência de cursos de jornalismo como exigência para exercer essa profissão. A conquista tornou-se pó por oito a um.

Os argumentos do relator, ministro Gilmar Mendes, basearam-se no fato da exigência do diploma ter ocorrido em plena ditadura militar. Afirmou que o exercício da democracia deve ocorrer por qualquer indivíduo, mesmo sem diploma. Comparou jornalistas a cozinheiros e toda a ladainha que será repetida a exaustão em inúmeros artigos que circularão nas próximas décadas como memória dessa decisão histórica.

A óbvia posição pró-diploma da Federação Nacional dos Jornalistas (FNJ) nem precisa ser citada, mas sim a hipócrita afirmação dos representantes da ANJ de que a maioria dos profissionais de redação continuarão a ser graduados.

Creio que posso comentar sobre essa decisão de uma postura diferente da apresentada pela maioria dos jornalistas graduados. Atuo na área desde 1993. Comecei na cidade de Passo Fundo (RS), onde o curso passou a existir somente a partir de 1996. A maioria dos profissionais a minha volta não possuíam graduação. Os poucos que possuíam formação tinham mais senso crítico e eram mais arredios a desvios éticos. Escreviam melhor que os graduados em direito, que pululavam as redações com seus textos que se assemelhavam ao formato jurídico ao invés do Lead.

A graduação foi instaurada na cidade com apoio de educadores entusiastas, que acreditavam a importância da formação técnica para atuar na profissão. Apenas em 1998 tive dinheiro para me matricular na instituição. Estudei por um ano, tranquei e passei a pagar a dívida que contraí na universidade – cerca de um ano e meio de prestações que consumiam metade do piso de jornalista que eu recebia a época. Estudei, nesse ínterim, disciplinas do curso de Filosofia, para não perder o vínculo com o meio acadêmico. Fascinei-me pelo que passeia a aprender a partir do contato com os professores, a biblioteca e o curso de jornalismo.

Cheguei na universidade com a crença de que já conhecia jornalismo. Dominava o conteúdo dos três principais manuais de redação jornalística do país, lia revistas e livros da área. Trabalhava as vezes vinte horas por dia nas redações. Porém o meio acadêmico me tomou de assalto. Lia cerca de oito livros por mês e me desafiava a estudar obras de jornalistas e empresários que antes desconhecia – Samuel Wainer, Assis Chateaubriand, Nelson Rodrigues – e fascinei-me por disciplinas como Redação Jornalística, Cultura Brasileira, Sociologia e, principalmente, Teoria da Comunicação, onde estudávamos a recepção das notícias de forma prática e apaixonada.

Diversos dos meus colegas também atuavam em redações, seja de jornais ou emissoras de televisão, de porte regional. Todos compreendiam os ensinamentos dessa disciplina, pois tinha o retorno de seus efeitos nas ruas.

Obtive, graças ao jornal que trabalhava, o registro de Jornalista Provisionado. Ganhei registro de jornalista na Carteira de Trabalho. Mesmo assim, a proprietária do jornal insistia que concluíssemos o curso de graduação. Dizia; “não quero contratar os bêbados sem graduação que se dizem jornalistas”. Apesar disso, não consegui dinheiro para terminar o curso.

Em 2001, aos 25 anos, saí de Passo Fundo e mudei-me para Porto Alegre. Atuei como repórter no primeiro Fórum Social Mundial e conheci os jornalistas de esquerda que atuavam no período, na cidade. Fui cogitado a trabalhar na área. Porém o presidente do Sindicato dos Jornalistas, a época, disse-me que eu não podia cogitar a atuar com registro de provisionado.

Apresentei meu currículo a uma revista do setor rural, que chamou-me dia seguinte para começar a trabalhar. Ao confirmar que eu não possuía diploma, tiveram que retroceder no convite. Para minha sorte, passei na seleção para jornalistas da Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ganhava menos do que a jornalista graduada, mas estava na área.

Nesse meio tempo, migrei, profissionalmente, para as artes gráficas. Tornei-me, na minha concepção, um jornalista-ilustrador. Criava infográficos, cartazes, capas de jornais e revistas e, para completar minha renda, editava uma revista infantil para uma rede de supermercados.

Em 2002, tornei-me produtor gráfico em uma assessoria de imprensa de um sindicato vinculado ao judiciário, onde atuo até a atualidade. E recomeçou minha sanha por concluir o curso de jornalismo. Restringi meus gastos e adiei conquistas para pagar as mensalidades do curso.

Conheci professores e jornalistas dos mais diversos gêneros: desde profissionais dedicados a desinteressados pela profissão. Porém, todos jornalistas. Conversei com inúmeros amigos que sonhavam ser jornalistas – a maioria, graduados em direito.

Tergiversei sobre a possibilidade de voltar a atuar como jornalista profissional e ative-me a auxiliar meus colegas a obterem pautas e a aconselhar, alguns, na profissão. Lancei novela jornalística sobre uma revolta de motociclistas que houve em 79, na minha terra natal. Desenhei e escrevi contos a exaustão. Estudei, entre outros assuntos, Teoria da Ação Comunicativa. Transitei pelo curso de Artes da Ufrgs e, principalmente, dediquei-me a concluir jornalismo.

Consegui, finalmente, entre o final de 2008 e início de 2009. A partir daí veio a expectativa de obter o diploma definitivo para solicitar a inscrição como jornalista profissional no Sindicato dos Jornalistas. Os ministros do STF tornaram essa expectativa inócua e infrutífera.



 Escrito por Doro às 07h02
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Cena inesquecível de Amarcod, de Federico Fellini



 Escrito por Doro às 15h55
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Quero-quero a Copa em nova versão



 Escrito por Doro às 11h12
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Ilustração em painter



 Escrito por Doro às 11h11
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A esquerda é um bolo de aniversário: nasce unida, mas depois do parabéns fica dividida.



 Escrito por Doro às 14h08
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Desenho ou charge, tanto faz. O resgate do avião da Air France parece uma partida de futebol. Macabro.



 Escrito por Doro às 10h59
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HQ: Histórias em quadrinhos infantis. Meiguinha e Polentinha, por Dóro




 Escrito por Doro às 10h46
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Sebo

O sebo Estante Virtual há todas as maravilhas produzidas e lidas em papel no país na história, mas o que falta para consumir mais literatura? Conhecer mais livros para ler.



 Escrito por Doro às 23h38
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